O MEP foi formado há cerca de um ano, e agora apresenta Laurinda Alves como cabeça de lista às eleições europeias. A jornalista está a fazer um périplo pelo país para apresentar as razões que a levaram a aceitar o convite para se candidatar ao Parlamento Europeu e esteve no passado dia 21 em Barcelos.
A campanha da candidata a eurodeputada vai ser virada para a área social de forma a humanizar a Europa "burucratizada e distante das pessoas".
Laurinda Alves diz que esta linha segue o que já fazia no jornalismo que sempre foi positivo e construtivo, procurando uma lógica de acrescentar valor: "Eu procuro continuar a fazer isso na política. Quero apresentar um lado positivo de uma área que está descredibilizada, manchada e reduzida à sua expressão mínima. Eu quero mostrar que os políticos não são todos iguais e não são todos maus".
Querendo uma Europa mais solidária, a candidata do MEP pretende recentrar os valores no projecto que os pais fundadores da União Europeia tinham inicialmente, muito mais virados para as questões sociais e humanas.
Quanto a projectos, pretende uma UE que promova uma verdadeira integração dos imigrantes, e que não se limite a controlar os seus fluxos.
Pretende que, em tempo de crise o esforço de formação das pessoas seja alargado, e que programas como o Erasmus sejam alargados, no seu espírito, e que não contemplem apenas os estudantes, mas promovam o intercâmbio de profissionais entre os países como, por exemplo, funcionários públicos, médicos ou professores.
A candidata diz que Portugal está a receber da Europa há 23 anos, pelo que é altura em tempos difíceis, dar alguma coisa: "Nós sempre recebemos da União Europeia e nunca demos nada em troca. Chegou a altura de devolvermos. Como não sobra dinheiro, é altura de potenciarmos os programas de voluntariado".
Laurinda Alves tem como objectivo a sua eleição como eurodeputada, e está a procurar levar a sua mensagem, falando em nome dos descrentes e desanimados com a situação actual de crise extrema.
Outra visão da política
Laurinda Alves vê-se agora na dupla qualidade de jornalista e política. A própria não esconde uma certa admiração por esta sua nova condição. O que demonstra é já uma visão muito diferente sobre a forma com vê a política e o papel que os políticos devem ter no actual contexto de crise.
A cabeça de lista pelo MEP às eleições Europeias deu um passo em direcção ao "voluntariado político", explicando em Barcelos que "é preciso haver um voluntariado da cidadania, que envolva os cidadãos e que dê esta noção do contributo".
A jornalista lamentou o facto das pessoas se revelarem muito distantes das questões Europeias, propondo-se a "mobilizar os eleitores a irem votar", mostrando que o espaço europeu é, acima de tudo, dos cidadãos e que estes devem contribuir para a sua construção.