Após cerca de 40 anos, em que a instituição cresceu pelas mãos de Manuel Pinheiro, os novos eleitos têm vários projectos em mente, depois de terem conseguido uma vitória folgada. Entre os 219 sócios eleitores inscritos, votaram 179. Destes, 114 votaram na lista encabeçada pelo novo presidente, Carlos Santos. A lista encabeçada pelo anterior presidente, Manuel Pinheiro, conseguiu apenas 61 votos.
Carlos Santos foi o Presidente do Conselho Fiscal da instituição até ao verão passado, altura em que se demitiu em conflito com Manuel Pinheiro. Agora, assume claramente que a sua lista pretende "uma ruptura com o passado". Um passado com vários erros e que foram recentemente apontados num relatório da Segurança Social.
Na cerimónia de tomada de posse o Presidente da Assembleia cessante agradeceu o trabalho da direcção de Manuel Pinheiro. Por seu lado, José Silva, que o substituiu no cargo, referiu que só aceitou fazer parte para "ajudar o crescimento da casa e exortou os funcionários a fazer da instituição uma "grande família".
A Casa do Povo de Alvito tem 66 anos de actividade e, nesta altura, presta cuidados em todas as valências de infância e terceira idade, tendo actualmente aos seus cuidados mais de 130 utentes. É também um dos maiores empregadores da zona, contando actualmente com 42 funcionários.
Carlos Santos quer agora recuperar o “plano inclinado” em que a instituição estava. São objectivos na nova direcção controlar as despesas, ao mesmo tempo que se pretende aumentar o número de utentes. Uma medida que vai levar a um aumento de funcionários, a quem se pretende equilibrar os salários em nome de “uma justiça social”, e que sirva de estímulo para que os trabalhadores “gostem e tenham orgulho em trabalhar na Casa do Povo de Alvito”, refere Carlos Santos.
Colocar em dia os pagamentos que têm sido feitos com atraso aos fornecedores, e redimensionar e renovar a frota automóvel que está “obsoleta e desajustada” são outros dos seus propósitos.
Entre as mãos fica também com o projecto, que diz desconhecer, para a construção de um novo lar, com capacidade para mais de 40 idosos, que está já aprovado pela Segurança Social, e que irá custar perto de dois milhões de euros.