A reunião na Assembleia da República com o Director da Direcção Geral de Geologia e Energia aconteceu depois da intervenção de quase todos os grupos partidários na questão da concessão de caulinos à Mibal nas freguesias de Milhazes e Vila Seca, e que requereram a sua presença.
No entanto, e apesar da petição entregue pelas Juntas solicitar a revogação da concessão, saíram da reunião em que estiveram presentes apenas na qualidade de espectadores, de mãos praticamente a abanar.
O Presidente da Junta de Vila Seca disse à Rádio Cávado que "não foi dito nada de novo" e que saiu com a sensação de que "a Mibal não defenderia melhor os seus interesses do que a própria Direcção-geral".
"Sobre as questões de impacto ambiental, a resposta foi zero. Está tudo legal. Mas quando foi confrontado com as mudanças constantes na área de exploração para fugir ao estudo de impacto ambiental, que nós temos denunciado, nada disse", acrescentou José Faria.
O autarca continua a considerar a concessão "um erro" e um "acto criminoso", já que a Direcção-geral continua "a sonegar documentos", como o Plano de Lavra, e depois "querem que nos fiquemos de joelhos?", desabafa