A revelação foi feita pelo Presidente da Câmara, aquando da discussão do projecto de regulamento de funcionamento da estrutura, na última Assembleia Municipal.
A obra é uma das previstas à luz da Parceria Público-privada (PPP) aprovada pela anterior Câmara Municipal. No entanto, o novo executivo foi confrontado numa reunião do Conselho de Administração da “Barcelos Futuro” com uma inflação do projecto. Inicialmente a obra tinha um custo estimado em um milhão e 700 mil euros. Agora, os custos ascendem a mais de três milhões de euros.
Segundo o que foi dito a diferença terá a ver com um “erro de projecto”, já que a área de intervenção prevista era de 2 900 m2, quando a área que existe é de 5 mil m2. Um erro de mais de dois mil metros sobre o qual, diz Miguel Gomes, alguém tem que ser responsabilizado.
Entretanto, com a PPP a ser renegociada, a Câmara Municipal de Barcelos está a tentar retirar verbas de alguns recintos desportivos previstos, e que não quer construir, para um problema “mais grave” e que urge responder: a construção de sedes para as Juntas de Freguesias. “Este é um esforço que não pode sair do Orçamento do município”, referiu a propósito.