Que balanço faz ao seu último mandato?
Penso que o mandato teve um balanço positivo porque cumprimos todos os objectivos. Houve uma questão que ficou pendente que se prende com a construção de uma pista de radiomodelismo automóvel todo-o-terreno. Foi uma situação caricata. Tínhamos tudo acordado com o proprietário que acabou por falecer, e não foi possível um acordo com os herdeiros. Tivemos que terminar com o radiomodelismo em Barcelos, embora continuamos com uma pista em Vizela em nome do Motor Clube de Barcelos.
O facto de estarem a utilizar Vizela para as realizações destas provas significa que está a existir uma enorme adesão a esta modalidade?
Somos felizmente o maior clube nacional. São cento e nove associados a competir nos vários campeonatos. Barcelos já deveria ter uma pista permanente quer para treinos e provas.
Tinha como prioridade unir os sócios em torno do clube. Sente que conseguiu essa prioridade?
Conseguimos alguma coisa. Atingimos os cinquenta e cinco por cento. Houve regressos importantes ao clube. No décimo nono aniversário juntamos cerva de 185 pessoas o que é um número significativo, sobretudo para quem tinha cerca de trinta pessoas. Este ano o clube comemora vinte anos e julgo que o clube deveria aproveitar para realizar algo assinalável.
O clube vai a eleições. Não está disponível para se recandidatar?
Estou indisponível para continuar. Problemas de ordem pessoal impedem-me um pouco. Estarei sempre disponível para ajudar. Há um núcleo duro que deitará as mãos ao clube. O Motor não termina aqui como muita gente anda por aí a dizer. Estou convencido que existem pessoas disponíveis para continuar com o projecto.
Se fosse Presidente que tipo de comemorações fazia para celebrar os vinte anos?
Há uma homenagem que queria fazer a um piloto falecido que era o José Tavares. Ainda pensei fazer um memorial no ano passado mas não foi possível. Julgo que estamos perante uma homenagem justa a um homem que deu muito ao desporto motorizado barcelense. Já falei com pilotos nacionais que se mostraram disponíveis para participar em qualquer tipo de evento.
Existe outra preocupação?
Estamos prestes a ter que abandonar as instalações nomeadamente a sede do clube. O edifício vai ser vendido, e estamos a procurar alternativa. Os preços que nos deram são incomportáveis e continuamos a ver a melhor opção.
O final do seu mandato coincide com aspectos importantes que o clube tem pela frente?
Tenho sido pressionado para continuar. Este ano, tenho objectivos pessoais para serem concretizados. Se continuar serei um Presidente passivo, o que não me agrada. Gosto de estar presentes em todas as iniciativas, e dar o melhor que tenho. Estou sem tempo para estar a cem por cento. No último ano senti-me apoiado e desapoiado ao mesmo tempo. Futuramente esta desmotivação não pode acontecer. As pessoas têm que mobilizarem de corpo e alma.
O Motor Clube de Barcelos tem mostrado disponibilidade para colaborar com algumas Associações do Concelho de Barcelos?
Exactamente. Desde a cronometragem de provas de perícias automóveis, a outro tipo de eventos, como Gincana de Cavalos, e outras colaborações. Também por solicitação da Câmara Municipal temos vindo a fazer parte integrante da campanha de prevenção rodoviária da escola móvel de trânsito, onde tivemos uma participação na semana europeia da mobilidade, e na de prevenção rodoviária.
Pena é que não tenhamos condições próprias
E no Jet Ski?
O Motor Clube continua a ter vários associados em competição. Pena é que o clube não tenha o espaço próprio. Ou seja, o Rio Cávado não oferece condições, e penso que vai de mal a pior, porque o caudal é cada vez menor. Em relação ao Motociclismo é exactamente a mesma questão do Jet Ski, mas não temos água, nem terrenos para levarmos a bom termo as provas. Nesta fase de balanço queria destacar os imensos sócios do Motor Clube de Barcelos que competem nas várias modalidades do desporto motorizado. No fundo, continuamos a levar o nome de Barcelos a todo o Mundo.
Unir os barcelenses em torno do nosso projecto
Estão a faltar as vossas infra-estruturas?
Exactamente. Existe uma falta de espaço próprio para concretizarmos imensas actividades. Contentava-nos com um espaço para Todo-o-Terreno. Queríamos algo que fosse novidade para não copiarmos o que já existe nas cidades vizinhas. Era nosso objectivo unir os barcelenses em torno do nosso projecto. Posso dizer-vos que já temos um espaço garantido, só que ainda não é o suficiente para albergar todas as actividades. Estamos a lutar para termos este espaço que se torna num sonho já antigo.